terça-feira, 2 de junho de 2015

PRECE A IANSÃ

Mãe e Senhora dos ventos e tempestades...
Iansã, Mãe e Senhora dos ventos e tempestades, das horas aflitas e das almas perdidas.
Dona de todas as direções operosa divindade em prol dos desígnios dos filhos decaídos sem norte e vontade.
Piedade para nós, criaturas que vivemos, à beira das tentações, dos abismos, alheios ao amor do Pai Olorum.
Mãe empresta-nos tua decisão e tua coragem para o encontro do nosso próprio ser.
Dai-nos um roteiro de esperança e triunfo.
Erradicai a pobreza dos nossos sentimentos.
Orientai-nos para a verdade, dentro do caminho de devoção ao Supremo Doador.
Encoraja-nos Senhora dos Raios, para que nossa própria mente, siga uma só direção:
Amar a Olorum Êparrei Yansã!

PAI BENEDITO DE ANGOLA



Pai Benedito de Angola
Pai Benedito de Angola é um velhinho bem simpático, de poucas falas, tem os cabelos e a barba bem branquinhos, olhos castanhos claros e bem negro.
Viveu em Angola entre o ano de 1608 a 1630, logo depois foi vendido como escravo para fazendeiros brasileiros.
Viveu sempre em cativeiro, trabalhando na lavoura de cana-de-açúcar. Naquele tempo já possuía o dom da cura, pois com as ervas já curava os ferimentos de seu povo, que eram feitos através das chibatas dos feitores e do trabalho árduo dos engenhos.
Pai Benedito teve muitos filhos e netos, bisnetos, etc... Morreu aos 98 anos de velhice, cansado daquela vida. Mas antes de morrer tinha esperança na libertação de seu povo e de uma vida digna, em liberdade.
Por serem espíritos que sofreram aqui na terra, são espíritos calmos, de muita sapiência, pois na época a única coisa que possuíam era à força de nosso Pai.
Pai Benedito aqui no terreiro que trabalha na linha de Oxóssi, falange dos Pretos Velhos, é benzedor, mandingueiro, usa ervas e mel em seus trabalhos.
Fuma cigarro de palha, cachimbo e às vezes charutos, toma água com mel e marafo com mel. Gosta de um bom feijão com farinha e rapadura. Seu temperamento é paciente, bom conselheiro, não fala muito. Não aprecia curiosidade inútil.
Trabalha na umbanda e na quimbanda junto com Omulú, quando tem mandinga para ser tirada. Não gosta de injustiça, traição e nem orgulho e soberba de filho que trabalha em cajuá e nem de consulentes.
Usa uma guia de contas de Nossa Senhora com crucifixo de madeira e duas figas uma de arruda e outra de guiné preta e vermelha ou preta e branca. Trabalha com o médium há algumas encarnações. Tem como cambone espiritual Pai Tomé que assume os trabalhos quando está na Quimbanda. Pai Benedito de Angola, trabalha para o homem físico no mundo material e no mundo espiritual, com as ervas de Oxóssi.
Na Umbanda e na Quimbanda seus trabalhos são feitos nas matas e no cemitério, cruzeiros das almas.

AGUA



A Água é um fator preponderante na Umbanda.

Ela mata, cura, pune, redime, enfim ela acha-se presente em todas as ações e reações no orbe terráqueo, basta exemplificar com as lágrimas, que são água demonstrando o sentimento, quer seja positivo ou negativo.

Sabemos que três quartas partes do globo, do planeta que habitamos, é coberto por água; 86,9% do corpo humano é composto de água ou carboidratos; mais ou menos 70% de tudo que existe na Terra leva água, tornando-se desta forma o fator predominante da vida no Planeta. Por esta razão, ela é utilizada na Quartinha, no copo de firmeza de Anjo de Guarda.
COLOQUE UM COPO COM ÁGUA DO MAR OU ÁGUA COM SAL ATRÁS DA PORTA.
Qual é o porquê disto?

Por que a água tem o poder de absorver, acumular ou descarregar qualquer vibração, seja benéfica ou maléfica.

Nunca se deve encher de água, o copo até a boca, porque ela crepitará.

Ao rezar-se uma pessoa com um copo de água, todo o malefício, toda a vibração negativa dela passará para a água do copo, tornando-a embaciada; caso não haja mal algum, a água ficará fluidificada.

Nunca se deve acender vela para o Anjo da Guarda, para cruzar o terreiro, para jogar búzios, enfim, sem ter um copo de água do lado.

A água que se apanha na cachoeira, é água batida nas pedras, nas quais vibra, crepita e livra-se de todas as impurezas, assim como a água do mar, batida contra as rochas e as areias da praia, também acontece o mesmo, por isso nunca se apanha água do mar quando o mesmo está sem ondas.

A água da chuva, quando cai é benéfica, pura, porém, depois de cair no chão, torna-se pesada, pois atrai à si as vibrações negativas do local.

Por esse motivo nunca se deve pisar em bueiros das ruas, porque as águas da chuva, passando pelos trabalhos nas encruzilhadas, carrega para os bueiros toda a carga e a vibração dos trabalhos; convém notar que os bueiros mais próximos da encruzilhada são os mais pesados, porém não isenta de carga, embora menos intensa, os demais bueiros da rua.

O cavaleiro-da-estrela-guia-01-rubens-saraceni

A lenda do sabre dourado (rubens saraceni)

O livro das energias (rubens saraceni)

Iniciação à escrita mágica divina (rubens saraceni)