Ogum Xoroquê sem dúvidas é dentro do Povo de Ogum a entidade que mais chama atenção, por ser dúbia, ter dois lados, um lado ser Ogum e do outro ser Exu. Esta forma quer dizer não que o orixá tem duas faces e sim que trabalha em dois pólos energéticos tanto positivo como negativo.
Divindade masculina figura que se repete em todas as formas mais conhecidas da mitologia universal. Ogum é o arquétipo do guerreiro. Bastante cultuado no Brasil, especialmente por ser associado à luta, à conquista, é a figura do astral que, depois de Exu, está mais próxima dos seres humanos. Foi uma das primeiras figuras do candomblé incorporada por outros cultos, notadamente pela Umbanda, onde é muito popular.
Tem sincretismo com São Jorge ou com Santo Antônio, tradicionais guerreiros dos mitos católicos, também lutadores, destemidos e cheios de iniciativa.
A relação de Ogum com os militares (é considerado o protetor de todos os guerreiros) tanto vem do sincretismo realizado com São Jorge, sempre associado às forças armadas, como da sua figura de comandante supremo ioruba. Dizem as lendas que se alguém, em meio a uma batalha, repetir determinadas palavras (que são do conhecimento apenas dos iniciados), Ogum aparece imediatamente em socorro daquele que o evocou.
Porém, elas (as palavras) não podem ser usadas em outras circunstâncias, pois, tendo excitado a fúria por sangue do Orixá, detonaram um processo violento e incontrolável; se não encontrar inimigos diante de si após te sido evocado, Ogum se lançará imediatamente contra quem o chamou.
Ogum não era, segundo as lendas, figura que se preocupasse com a administração do reino de seu pai, Odudua; ele não gostava de ficar quieto no palácio, dava voltas sem conseguir ficar parado, arrumava romances com todas as moças da região e brigas com seus namorados.
Não se interessava pelo exercício do poder já conquistado, por que fosse a independência a ele garantida nessa função pelo próprio pai, mas sim pela luta. Ogum, portanto, é aquele que gosta de iniciar as conquistas mas não sente prazer em descansar sobre os resultados delas, ao mesmo tempo é figura imparcial, com a capacidade de calmamente exercer (executar) a justiça ditada por Xangô. É muito mais paixão do que razão: aos amigos, tudo, inclusive o doloroso perdão: aos inimigos, a cólera mais implacável, a sanha destruidora mais forte.
Segundo as pesquisas de Monique Augras, na África, Ogum é o deus do ferro, a divindade que brande a espada e forja o ferro, transformando-o no instrumento de luta. Assim seu poder vai-se expandindo para além da luta, sendo o padroeiro de todos os que manejam ferramentas: ferreiros, barbeiros, tatuadores, e, hoje em dia, mecânicos, motoristas de caminhões e maquinistas de trem. É, por extensão o Orixá que cuida dos conhecimentos práticos, sendo o patrono da tecnologia. Do conhecimento da guerra para o da prática: tal conexão continua válida para nós, pois também na sociedade ocidental a maior parte das inovações tecnológicas vem justamente das pesquisas armamentistas, sendo posteriormente incorporada à produção de objetos de consumo civil, o que é particularmente notável na industria automobilística, de computação e da aviação.
Assim, Ogum não é apenas o que abre as picadas na matas e derrota os exércitos inimigos; é também aquele que abre os caminhos para a implantação de uma estrada de ferro, instala uma fábrica numa área não industrializada, promove o desenvolvimento de um novo meio de transporte, luta não só contra o homem, mas também contra o desconhecido.
É pois, o símbolo do trabalho, da atividade criadora do homem sobre a natureza, da produção e da expansão, da busca de novas fronteiras, de esmagamento de qualquer força que se oponha à sua própria expansão.
Tem, junto com Exu, posição de destaque logo no início de um ritual. Tal como Exu, Ogum também gosta de vir à frente. A força de Ogum está tanto na coragem de se lançar à luta como na objetividade que o domina nesses momentos.
É fácil, nesse sentido, entender a popularidade de Ogum: em primeiro lugar, o negro reprimido, longe de sua terra, de seu papel social tradicional, não tinha mais ninguém para apelar, senão para os dois deuses que efetivamente o defendiam: Exu (a magia) e Ogum (a guerra); segundo Pierre Verger. Em segundo lugar, além da ajuda que pode prestar em qualquer luta, Ogum é o representante no panteão africano não só do conquistador mas também do trabalhador manual, do operário que transforma a matéria-prima em produto acabado: ele é a própria apologia do ofício, do conhecimento de qualquer tecnologia com algum objetivo produtivo, do trabalhador, em geral, na sua luta contra as matérias inertes a serem modificadas .
Ogum gosta do preto no branco, dos assuntos definidos em rápidas palavras, de falar diretamente a verdade sem ter de preocupar-se em adaptar seu discurso para cada pessoa.
Ogum gosta de dormir no chão, precisa que o corpo entre em contato sempre direto com a natureza e dispensa roupas elaboradas e caras, que possam ser complicadas de vestir ou que exijam muito espaço na mochila. Não tem compromisso com ninguém, nem com seus próprios objetos.
A violência e a energia, porém não explicam Ogum totalmente. Ele não é o tipo austero, embora sério e dramático, nunca contidamente grave. Quando irado, é implacável, apaixonadamente destruidor e vingativo; quando apaixonado, sua sensualidade não se contenta em esperar nem aceita a rejeição. Ogum sempre ataca pela frente, de peito aberto, como o clássico guerreiro.
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quinta-feira, 27 de agosto de 2015
quarta-feira, 1 de julho de 2015
OGUM BEIRA-MAR
Ogum tem alguns falangeiros bem conhecidos, mas ouso falar que o mais conhecido é aquele que dá nome a postagem de hoje. (falangeiro é aquele espirito que está somente abaixo do Orixá, ele comanda as legiões de espíritos que se afinizam na vibração do Orixá que os governa.)
Ogum Beira-Mar, talvez seja o mais conhecido, pois muitos trabalham com as entidades desta falange, um motivo é que todos filhos de Ogum tem uma ligação direta com Iemanjá e a entidade que faz a ligação entre Ogum e Iemanjá, é Seu Beira-Mar.
Esta entidade toma conta das praias, onde há a arrebentação das ondas, é ele que encaminha os pedidos feitas a mãe Iemanjá, pois como bem sabemos Ogum mora no mar e é lá que Seu Beira-Mar trabalha.
Quando está em terra as entidades desta linha são sempre retas, com uma postura bem verticas de peito inflado, alguns usam capas encarnadas, e preferem armaduras prateadas, diferente de outras entidades que usam dourado. Sua cor vibratória é o Vermelho, ams aceitam muito bem o Azul Claro, pois é sua cor de atuação.
Como disse ele trabalha bem na beira, onde ele entrega os pedidos a Ogum Sete-Ondas que é um subordinado dele, depois esses pedidos são levados a Iemanjá.
Ogum Beira-Mar, comanda muitas falanges como po exemplo: Ogum Sete-Ondas, Ogum Sete-Mares, Ogum Marinho entre outros.
Ogum Beira-Mar, talvez seja o mais conhecido, pois muitos trabalham com as entidades desta falange, um motivo é que todos filhos de Ogum tem uma ligação direta com Iemanjá e a entidade que faz a ligação entre Ogum e Iemanjá, é Seu Beira-Mar.
Esta entidade toma conta das praias, onde há a arrebentação das ondas, é ele que encaminha os pedidos feitas a mãe Iemanjá, pois como bem sabemos Ogum mora no mar e é lá que Seu Beira-Mar trabalha.
Quando está em terra as entidades desta linha são sempre retas, com uma postura bem verticas de peito inflado, alguns usam capas encarnadas, e preferem armaduras prateadas, diferente de outras entidades que usam dourado. Sua cor vibratória é o Vermelho, ams aceitam muito bem o Azul Claro, pois é sua cor de atuação.
Como disse ele trabalha bem na beira, onde ele entrega os pedidos a Ogum Sete-Ondas que é um subordinado dele, depois esses pedidos são levados a Iemanjá.
Ogum Beira-Mar, comanda muitas falanges como po exemplo: Ogum Sete-Ondas, Ogum Sete-Mares, Ogum Marinho entre outros.
Ponto de Ogum Beira-Mar
Pai Ogum Beira-Mar
O que trouxes do mar
Pai Ogum Beira-Mar
O que trouxes do mar
Quando ele vem, beirando a areia
Vem trazendo no braço direito
o Rosário da Mamãe Sereia
quarta-feira, 17 de junho de 2015
OGUM ROMPE MATO
Senhor Ogum Rompe-Mato. Senhor e comandante dos Caboclos de Ogum, Seu Rompe-Mato também é famoso. suas falanges baixam em muitos terreiros. A maioria dos falangeiros de Ogum, se comportam de forma retida, costumam ficar parado num local, como se fosse um guarda de um palácio, mas os espíritos da falange de Seu Rompe-Mato é diferente, quase todos dançam e rodam o terreiro inteiro, alguns até bradam. Talvez pela afinidade com a linha dos caboclos. Ele é intermediário entre o Orixá Ogum e Oxossí, por isso também usa como cor vibratório além do branco e vermelho, o verde-mata. Seu campo de atuação é a entrada das matas, onde Oxossí governa, Ogum Rompe-Mato guarda, ele está sempre na entrada de uma trilha, guardando os espíritos que lá mora. Não devemos confundir o Ogum Rompe-Mato com o Caboclo Rompe-Mato, um é o intermediador de Ogum e Oxossí, já o Caboclo, é um espírito que trabalha na linha de Ogum, e faz sua entrega pra Oxossí, um é falangeiro, outro é um Guia. Apesar de estas suas entidades trabalharem muito próxima, o médium normalmente trabalha com um normalmente trabalha com outro, porém são graus diferente.Ponto de Ogum Rompe-Mato
Salve Ogum Rompe-Mato
Sua espada é de luz
Sua bandeira é que cobre
Os filhos de Jesus
Corta onda no mar
Corda onda no mar
Sua espada é de ouro meu pai
Venha saudar o Congá.
umbandadejesus.blogspot.
OGUM IARA
Temos aqui uma das muitas formas de Oguns dentro da Umbanda, um de seus pontos assim nos diz:“Ogum Iara, quando era menino, em seu cavalo branco ele foi guerrear, ele guerreou, lá na sua banda e na nossa banda ele venceu demanda”.
Vemos nessa entoação, toda a bravura desse guerreiro, sua forma destemida de encarar as demandas, sejam elas no plano espiritual ou material.
Mas, quem é Ogum Iara?
A palavra Iara em tupi guarani, se traduz segundo alguns estudiosos, como Senhor, Proprietário, e a palavra Ogum significa O Guerreiro, ou ainda Aquele que faz guerra. Assim sendo temos uma tradução lógica de Aquele que é senhor da guerra.
Muito se fala em Ogum como grande guerreiro, mas às vezes nos esquecemos de que ele também é ligado às irradiações femininas, como no caso de Ogum Iara, que trabalha com a radiação da deusa Oxum. Ele une suas forças, com as de Oxum e ainda segundo alguns mais velhos nos preceitos da Umbanda, seria ele, o guardião das cachoeiras de Oxum, juntamente com Ogum das sete cachoeiras.
Assim sendo esse Ogum trabalha com o poder de purificação e transformação do fogo, e com o encantamento das águas doces, que são capazes de nos livrar de todos os males.
Ogum Iara ainda é associado para alguns à Yemanjá, por ser ela, nas crendices africanas uma sereia, mas vale a pena lembrar que Iara é a sereia encantada de nossos índios, aquela que em noites de luar, vive a cantar nas margens dos rios e onde mora. Também é conhecida como mãe d’agua pelos nossos índios.
Conta sua história que antes de ser transformada em sereia, Iara era uma índia guerreira, a melhor que já tinham visto naquelas tribos. Porém, ela era invejada por seus irmãos, pois seu pai vivia cobrindo-a de elogios, tanto por sua beleza como por sua valentia.
Certo dia, cansados de tanto ouvirem elogios à sua irmã e desejando tomarem seu lugar, planejaram matá-la e logo puseram seu macabro plano em ação.
Certa noite adentraram em sua tenda logo após ela dormir para darem cabo de sua vida, mas, como ela tinha ouvidos aguçados, escutou-os e para que sua vida não fosse tirada, teve que matar seus irmãos, fato consumado, ela fugiu com medo de seu pai que era um valente pajé.
Tão logo soube da morte de seus outros filhos e do desaparecimento de sua filha, ligou os fatos e decretou uma caçada impiedosa a Iara.
Após sua captura, ela foi condenada, a morrer afogada e foi jogada no local onde os rios Negro e Solimões se encontram para que ali morresse. Mas, os peixes penalizados com sua situação, a trouxeram de volta para a margem poupando assim sua vida. Eis que era uma noite de lua cheia, e ao seu clarão, ela foi transformada em sereia.
Por ser guerreira, ela passou a caminhar juntamente com Ogum e assim este passou a ser conhecido como Ogum Iara. Como Ogum opera a força viva do fogo, e Iara comanda as forças do rio, passaram a juntos formarem essa qualidade de Ogum.
Vale a pena lembrar de que Ogum e Iara são seres distintos, não se fundindo como um só. Tão somente por ele caminhar junto dela, passou a ser chamado Ogum Iara, ou a União do fogo com a água.
Também é esse Ogum, que, juntamente com Ogum das sete cachoeiras, guardam as águas de Oxum, garantindo assim, que seu reino não sucumba perante a invasão de forças malignas.
Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá.
odemutaloia.blogspot.
Ogum das Sete Estrelas Douradas
"Ogun é meu pai, Ogun é meu guia!"Esse Chefe de Falange trabalha para Nossa Mãe Maria e para Nosso Mestre Jesus. Seu nome sempre foi sinal de respeito e de ordem dentro do Terreiro. Quando está presente nos trabalhos é porque alguma coisa importante o exige. Sempre se portou com seriedade. Os obsessores o temem e os falangeiros o respeitam.
Cumpre as mais diversas ordens. Orienta com sabedoria. Fala sempre a verdade. Jamais esconde uma situação de alguém, mesmo que isso cause constrangimento, pois diz que a verdade é sempre libertadora. Mas, quando ele atua é para estabelecer a ordem no caos. Sua ação é estabelecer o equilíbrio e promover a paz.
Sua última encarnação foi há muito tempo... Viveu antes de Cristo na Terra, chamava-se Elloph e morou na região que hoje é a Sibéria . Não reencarnou mais, tornou-se primeiramente um guardião e passou a servir as Colônias Espirituais como lhe era solicitado. Evoluiu, acompanhou a história e a trajetória terrena, mas sempre trabalhando no Plano Espiritual. Hoje habita uma esfera que não lhe exige mais voltar ao plano físico, porém está sempre auxiliando quem lhe solicita ajuda.
Atende aos chamados de São Miguel Arcanjo no resgate dos espíritos infernais e também assume trabalhos nos atendimentos das Casas que trabalham com Apometria e Cirurgia Espiritual. Seu nome indica sua falange e sua missão: Ogun (cavaleiro de São Jorge) - Sete Estrelas (trabalha para Jesus e Maria) - Douradas: porque absorve e transmuta as energias fluidicas do ambiente. Assim como ele, existem outros Oguns: Ogun Sete Lanças, Ogun Sete Espadas, Oguns Sete Luas, etc. O complemento do seu nome se baseia no Orixá que comanda a casa.
umbandaempaz.blogspot.
OGUM SETE ESTRELAS
Eh cavaleiro de Umbanda
Ogum vencedor de demanda
Salve os filhos de mamãe sereia
Seu Ogum Sete Estrelas
Ilumina meu congá.
OGUM MEGÊ NA UMBANDA
“O seu cavalo corre, em ninguém ver, ô salve as sete espadas de Ogum Megê”.Essa qualidade de Ogum de Umbanda é muito invocada para resolver casos de feitiçaria e outros trabalhos mais pesados, principalmente os que envolvem a Calunga Pequena, ou cemitério.
Esse Orixá anda geralmente nas encruzilhadas e estradas que dão aceso ao campo santo, e sua força se une com a de Omulú, o grande guardião das almas e de sua morada. Grande guerreiro, sempre está atento para o que se passa dentro dos cemitérios, sendo importante que; antes de fazermos qualquer obrigação neste local, levemos presente para ele.
Ogum Megê, assim como os demais Oguns, é um protetor fiel, e sempre que por ele chamamos, encontramos pronto atendimento às nossas súplicas.
Com seu cavalo, este Ogum ronda os cemitérios sempre e nada podemos fazer sem sua devida autorização. Era comum os umbandistas mais antigos, levarem para ele, cerveja, velas, ou outro tipo de oferenda para que ele autorizasse aos exús daquele lugar, que viessem atender a um chamado sempre que deles precisassem.
Usa as cores vermelha e branca, assim como a grade maioria dos Oguns de Umbanda, fuma cigarro ou charuto e quando incorporado, bebe de forma moderada a cerveja branca.
Ao invocarmos algum exú de cemitério para nos ajudar em alguma situação, o Sr. Ogum Megê, vem imediatamente até as proximidades do portão e pergunta a que lugar vai aquele exú, e se ele não foi devidamente homenageado, pode impedir que aquele exú venha trabalhar, e essa é a causa de alguns trabalhos de cemitério não renderem resultados satisfatórios.
Dentro da quimbanda, assim como os demais Oguns, Megê se encarrega de supervisionar os trabalhos que são realizados e se por ventura algo de muito errado for feito, ele imediatamente comunicará às esferas superiores e se dará assim, o início da cobrança daquele ato, primeiramente para o exú e posteriormente para a pessoa que solicitou o trabalho.
Recebe velas brancas, vermelhas e brancas e sempre ao redor dos cemitérios, também costuma receber cerveja branca e algumas pessoas costumam colocar farofa para o mesmo.
Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá.
OGUM MEGÊ NO CANDOMBLÉ
Era um terrível guerreiro que brigava sem cessar contra os reinos vizinhos. Dessas expedições ele trazia sempre um rico espólio e numerosos escravos. Nascido na cidade de IFÉ e nela cultuado,pois veio na corte de ÒRÚNMÌLÀ em sua chegada a terra.
É considerado filho de YEMONJA e outras vezes de ODÙDUWÀ e, em ambos, seu pai é ÒRISÀNLÁ.
ÒGÚN caça e inventa armas. Deve-se ter sempre a seus pés uma cabaça virada, pois se êle chegar e não encontra-la, fica nervoso. O fogo e o sangue simbolizam a raiva e o desejo de guerrear. Êle teve várias esposas: ÒSUN, OBÁ e OYA, mas a mais importante foi ELESY ÒSUN ORIY, aquela que pintava sua cabeça com pós brancos e vermelhos. Por onde passava conquistava aldeias, cidades, era aclamado e recebia vários nomes: ÒGÚN BENIN, ÒGÚN DAYO, ÒGÚN FENÁN, ÒGÚN KAUANÁ; não são qualidades e sim títulos. Seu principal alimento é o IXÙ ( inhame ) .
ÒGÚN é assentado, geralmente, do lado de fora. Gosta de ficar rodeado de árvores, como YIOBÉ, peregun, sua árvore de maior fundamento, e YIZIEEOU, pé de jaca. Mulher não deve chegar perto.
Sua saudação: ÒGÚN YÈ, PÀTÀKÌ ORÍ ÒRÌSÀ, quer dizer: Salve OGUN, Oricha importante para a cabeça.
Seria o mais velho, a raiz de todos. É um ÒGÚN completo. Come nos cemitérios. Soleteirão, ranzinza e muito sanguinário. Suas cores são o verde claro e o vermelho claro.
olhosdeoxala.blogspot.
domingo, 14 de junho de 2015
XoroQuê
Ogum Xoroquê no Brasil é cultuado com diferenças em relação a África, onde é conhecido como Xoroquê ou, mais precisamente Exú Xoroquê.
Sendo ele o guardião das poRteiras no Gêge.
Cultuamos Xoroquê como uma dualidade.
Metade Exú metade Ogum.
Sempre que fazemos algo para ele, temos que ter em mente que essas duas entidades distintas fundem-se em um só quando realizados os seus atos.
Ao lidarmos com essa energia toda precaução é pouca, uma vez que ele sempre está pronto pAra ajudar, mas, não conhece a palavra perdão.
Dono do ouro e da magia é constantemente chamado para abrir caminhos, no entanto, algumas pessoas despreparadas insistem em chamar esse Orixá para ajudar na solução de problemas variados, desde a abertura de caminhos até mesmo nas questões financeiras e amorosas. Mas, se por ventura não alKançam seus objetivos, se enfurecem e alguns até mesmo blasfemam.
O que acontece é que Xoroquê assim como alguns Orixás, não atende pessoas que não sejam devidamente preparadas para a realização de seus atos ritualísticos mais complexos.
Xoroquê sempre atende aos pedidos a ele feitos com fé e justos, mas, a pessoa que a ele se dirige deve tomar alguns cuidAdos como, por exemplo, dar a ele tudo o que for prometido, pois uma vez negativado com a pessoa, ele pode tirar tudo que deu.
Se bem tratado, se respeitado e cultuado com veemência, dará muito mais do que a pessoa pediu e claro, que esteja em seu merecimento receber.
Seus iniciAdos quando praticam qualquer ato contrario às determinações dele, são cobrados de forma severa, e, essa cobrança pode ser de três, sete ou vinte e um anos, dependendo do erro.
Ogum muito briguento e feroz, e quando bravo se transforma em um Exú.
Tem por hábito pegar as quizilas e probleMas de seus filhos e adeptos para ele mesmo.
Seu nome em Yorúba significa: Xoro = Cortar, Ké = feroz. Assim sendo, Xoroquê, se traduz como: aquele que corta ferozmente. Apenas pela tradução de seu nome podemos ver que se trata de uma entidade totalmente versátil assim sendo precisamos tratá-lo com cuidado, disciplina e harmonia.
Xoroquê pela sua versatilidade tem passagem entre o mundo dos vivos e o mundo dos Orixás, encarnAdos e desencarnados.
ARQUETIPO
Fisicamente, os filhos de Xoroquê são magros, mas com músculos e formas bem definidas.
CompaRtilham com Exu o gosto pelas festas e conversas que não acabam e gostam de brigas. Se não fizerem a sua própria briga, compram a de seus camaradas, impetuosos, autoritários, cautelosos, trabalhadores, desconfiado e um pouco egoísta.
Sexualmente os filhos de Xoroquê são muito ativos, trocam constantemente de parceiros, pois possuem dificuldAde de se fixar a pessoa ou lugar.
São do tipo que dispensa um confortável colchão de molas para dormir no chão.
Gostam de pisar a terra com os pés descalços.
São pessoas batalhadoras, que não medem esforços para atingir seus objetivos, são pessoas que mesmo contrariando a lógica lutam insistentemente e vencem. São pessoas extremamente pontuais e fiKam enlouquecidos quando uma pessoa se atrasa ou cancela um compromisso previamente agendado seja por que motivo for.
Não se prendem à riqueza, ganham hoje, gastam amanhã. Gostam mesmo é do poder, gostam de comandar, são líderes natos.
Essa necessidade de estar sempre à frente pode torná-los pessoas egoístas e desagradáveis, mas nem sempre. Geralmente, os filhos de Xoroquê são pessoAs alegres, que falam e riem alto para que todos se divirtam com suas histórias e que adoram compartilhar a sua felicidade.
O filho de Ogum Xoroquê sente em seu organismo quando Exú esta aflorado ou o Ogum, somente ele sabe desta mudança, motivo pelo qual são considerados irresponsáveis, pois ninguém nunca sabe o que ele vai fazer ou esta pensando, são muito imprevisíveis, nem eles sabem qual vai ser a atitude diAnte de uma situação.
Por isso as pessoas tem que ter muita paciência com os filhos de Ogun Xoroquê.
Ogum Xoroquê esta sempre a flor da pele e os filhos agem de forma muito parecida com o Orixá.
Resumindo, os filhos de Ogum Xoroquê são problemáticos.
Quando Ogun Xoroquê negativa com seu filho é muito difícil conseguir agô.
Este filho apanha por um período de sete anos, quatorze e ou vinte e um anos.
Portanto todo o cuidado é pouco.
Os filhos de Ogum Xoroquê quando apanham de seu pai, apanham de uma forMa muito rude em relação aos outros Orixás.
Ogun Xoroquê só atende aos pedidos feitos por Iemanjá ou Xapanã, quando esta rebelde.
Os filhos de Ogun Xoroquê conseguem tudo com muita facilidade, isto quando esta em dia com seu Orixá, mas se vacilAr ele toma tudo inclusive aquilo que ele não deu.
http://www.vetorial.net/
Sendo ele o guardião das poRteiras no Gêge.
Cultuamos Xoroquê como uma dualidade.
Metade Exú metade Ogum.
Sempre que fazemos algo para ele, temos que ter em mente que essas duas entidades distintas fundem-se em um só quando realizados os seus atos.
Ao lidarmos com essa energia toda precaução é pouca, uma vez que ele sempre está pronto pAra ajudar, mas, não conhece a palavra perdão.
Dono do ouro e da magia é constantemente chamado para abrir caminhos, no entanto, algumas pessoas despreparadas insistem em chamar esse Orixá para ajudar na solução de problemas variados, desde a abertura de caminhos até mesmo nas questões financeiras e amorosas. Mas, se por ventura não alKançam seus objetivos, se enfurecem e alguns até mesmo blasfemam.
O que acontece é que Xoroquê assim como alguns Orixás, não atende pessoas que não sejam devidamente preparadas para a realização de seus atos ritualísticos mais complexos.
Xoroquê sempre atende aos pedidos a ele feitos com fé e justos, mas, a pessoa que a ele se dirige deve tomar alguns cuidAdos como, por exemplo, dar a ele tudo o que for prometido, pois uma vez negativado com a pessoa, ele pode tirar tudo que deu.
Se bem tratado, se respeitado e cultuado com veemência, dará muito mais do que a pessoa pediu e claro, que esteja em seu merecimento receber.
Seus iniciAdos quando praticam qualquer ato contrario às determinações dele, são cobrados de forma severa, e, essa cobrança pode ser de três, sete ou vinte e um anos, dependendo do erro.
Ogum muito briguento e feroz, e quando bravo se transforma em um Exú.
Tem por hábito pegar as quizilas e probleMas de seus filhos e adeptos para ele mesmo.
Seu nome em Yorúba significa: Xoro = Cortar, Ké = feroz. Assim sendo, Xoroquê, se traduz como: aquele que corta ferozmente. Apenas pela tradução de seu nome podemos ver que se trata de uma entidade totalmente versátil assim sendo precisamos tratá-lo com cuidado, disciplina e harmonia.
Xoroquê pela sua versatilidade tem passagem entre o mundo dos vivos e o mundo dos Orixás, encarnAdos e desencarnados.
ARQUETIPO
Fisicamente, os filhos de Xoroquê são magros, mas com músculos e formas bem definidas.
CompaRtilham com Exu o gosto pelas festas e conversas que não acabam e gostam de brigas. Se não fizerem a sua própria briga, compram a de seus camaradas, impetuosos, autoritários, cautelosos, trabalhadores, desconfiado e um pouco egoísta.
Sexualmente os filhos de Xoroquê são muito ativos, trocam constantemente de parceiros, pois possuem dificuldAde de se fixar a pessoa ou lugar.
São do tipo que dispensa um confortável colchão de molas para dormir no chão.
Gostam de pisar a terra com os pés descalços.
São pessoas batalhadoras, que não medem esforços para atingir seus objetivos, são pessoas que mesmo contrariando a lógica lutam insistentemente e vencem. São pessoas extremamente pontuais e fiKam enlouquecidos quando uma pessoa se atrasa ou cancela um compromisso previamente agendado seja por que motivo for.
Não se prendem à riqueza, ganham hoje, gastam amanhã. Gostam mesmo é do poder, gostam de comandar, são líderes natos.
Essa necessidade de estar sempre à frente pode torná-los pessoas egoístas e desagradáveis, mas nem sempre. Geralmente, os filhos de Xoroquê são pessoAs alegres, que falam e riem alto para que todos se divirtam com suas histórias e que adoram compartilhar a sua felicidade.
O filho de Ogum Xoroquê sente em seu organismo quando Exú esta aflorado ou o Ogum, somente ele sabe desta mudança, motivo pelo qual são considerados irresponsáveis, pois ninguém nunca sabe o que ele vai fazer ou esta pensando, são muito imprevisíveis, nem eles sabem qual vai ser a atitude diAnte de uma situação.
Por isso as pessoas tem que ter muita paciência com os filhos de Ogun Xoroquê.
Ogum Xoroquê esta sempre a flor da pele e os filhos agem de forma muito parecida com o Orixá.
Resumindo, os filhos de Ogum Xoroquê são problemáticos.
Quando Ogun Xoroquê negativa com seu filho é muito difícil conseguir agô.
Este filho apanha por um período de sete anos, quatorze e ou vinte e um anos.
Portanto todo o cuidado é pouco.
Os filhos de Ogum Xoroquê quando apanham de seu pai, apanham de uma forMa muito rude em relação aos outros Orixás.
Ogun Xoroquê só atende aos pedidos feitos por Iemanjá ou Xapanã, quando esta rebelde.
Os filhos de Ogun Xoroquê conseguem tudo com muita facilidade, isto quando esta em dia com seu Orixá, mas se vacilAr ele toma tudo inclusive aquilo que ele não deu.
http://www.vetorial.net/
OGUM 7 ONDAS

No caso de Ogum 7 ondas, que é o responsável em entregar as
oferendas a Iemanjá, ele vem logo após a Ogum Beira-Mar, ou seja, se
oferta algo a Iemanjá, Ogum autoriza a Ogum Beira-mar a receber, e
Ogum Beira-Mar faz a entrega a Ogum 7 Ondas para que esse entregue aos
braços da linda Iemanjá. Caso Ogum não autorize, seus pedidos e sua
oferenda não vão chegar a Iemanjá, e por esse motivo alguns pedidos
feitos a ela não são realizados.
segunda-feira, 8 de junho de 2015
terça-feira, 2 de junho de 2015
ERVAS DE OGUM
Açoita-cavalo – Ivitinga: Erva de extraordinários efeitos nas obrigações, nos banhos de descarrego e sacudimentos pessoais ou domiciliares. Muito usada na medicina caseira para debelar diarréias ou disenterias, e usada também no reumatismo, feridas e úlceras.
Açucena-rajada – Cebola-cencém: Sua aplicação nas obrigações é somente do bulbo.
Esta cebola somente é usada nos sacudimentos domiciliares. A medicina caseira utiliza as folhas como emoliente.
Agrião: excelente alimento. Sem uso ritualístico. Tem um enorme prestígio no tratamento das doenças respiratórias. Usado como xarope põe fim às tosses e bronquites, é expectorante de ação ligeira.
Arnica-erca lanceta: É empregada em qualquer obrigação de cabeça, nos abô de purificação dos filhos do orixá Ogum. Excelente remédio na medicina caseira, tanto interna como externamente, usado nas contusões, tombos, cortes e lesões, para recomposição dos tecidos.
Aroeira: É aplicada nas obrigações de cabeça, e nos sacudimentos, nos banhos fortes de descarrego e nas purificações de pedras. Usada como adstringente na medicina caseira, apressa a cura de feridas e úlceras, e resolve casos de inflamações do aparelho genital.
Cabeluda-bacuica : Tem aplicações em vários atos ritualísticos, tais como ebori, simples ou completo, e é parte dos abô. Usado igualmente nos banhos de purificação.
Cana-de-macaco : Usada nos abô de filhos, que estão recolhidos para feitura de santo. Esses filhos tomam duas doses diárias. Meio copo sobre o almoço e meio sobre o jantar.
Cana-de Brejo – Ubacaia: Seu uso se restringe nos abô e também nos banhos de limpeza dos filhos do orixá do ferro e das artes manuais. Na medicina caseira é usado para combater afecções renais com bastante sucesso. Combate a anuria, inflamações da uretra e na leucorréia. Seu princípio ativo é o estrifno. Há bastante fama referente ao seu emprego anti-sifilítico.
Canjerana – Pau-santo: Em rituais é usada a casca, para constituir pó, que funcionará como afugentador de eguns e para anular ondas negativas. Seu chá atua como antifebril, contra as diarréias e para debelar dispepsias. O cozimento das cascas também é cicatrizador de feridas.
Carqueja: Sem uso ritualísticos. A medicina caseira aponta esta erva como cura decisiva nos males do estômago e do fígado. Também tem apresentado resultado positivo no tratamento da diabetes e no emagrecimento.
Crista-de-galo – Pluma-de-princípe: Não tem emprego nas obrigações do ritual. A medicina caseira a indica para curar diarréias.
Dragoeiro – Sangue-de-dragão: Abrange aplicações nas obrigações de cabeça, abô geral e banhos de purificação. Usa-se o suco como corante, e toda a planta, pilada, como adstringente.
Erva-tostão: Aplicada apenas em banhos de descarrego, usando-se as folhas. A medicina popular a utiliza contra os males do fígado, beneficiando o aparelho renal.
Grumixameira: Aplicado em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos do orixá. A arte de curar usada pelo povo indica o cozimento das folhas em banhos aromáticos e na cura do reumatismo. Banhos demorados eliminam a fadiga nas pernas.
Guarabu – Pau-roxo: Aplicado em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos de Ogum. Usa-se somente as folhas que são aromáticas. A medicina caseira indica o chá das folhas, pois este possui efeito balsâmico e fortificante.
Helicônia: Utilizada nos banhos de limpeza e descarrego e nos abô de ori, na feitura de santo e nos banhos de purificação dos filhos do orixá Ogum. A medicina caseira a indica como debelador de reumatismo, aplicando-se o cozimento de todas a planta em banhos quentes. O resultado é positivo.
Jabuticaba: Usada nos banhos de limpeza e descarrego, os banhos devem ser tomados pelo menos quinzenalmente, para haurir forças para a luta indica o cozimento da entrecasca na cura da asma e hemoptises.
Jambo-amarelo: Usado em quaisquer as obrigações de cabeça e nos abô. São aplicadas as folhas, nos banhos de purificação dos filhos do orixá do ferro. A medicina caseira usa como chá, para emagrecimento.
Jambo-encarnado: Aplicam-se as folhas nos abô, nas obrigações de cabeça e nos banhos de limpeza dos filhos do orixá do ferro. Tem uso no ariaxé (banho lustral).
Japecanga: Não tem aplicação nas obrigações de cabeça, nem nos abô relacionados com o orixá. A medicina caseira aconselha seu uso como depurativo do sangue, no reumatismo e moléstias de pele.
Jatobá – Jataí: Erva poderosa, porém sem aplicação nas cerimônias do ritual. Somente é usada como remédio que se emprega aos filhos recolhidos para obrigações de longo prazo. Ótimo fortificante. Não possui uso na medicina popular.
Jucá: Não tem emprego nas obrigações de ritual. No uso popular há um cozimento demorado, das cascas e sementes, coando e reservando em uma garrafa, quando houver ferimentos, talhos e feridas.
Limão-bravo: Tem emprego nas obrigações de ori e nos abô e, ainda nos banhos de limpeza dos filhos do orixá. O limão-bravo juntamente com o xarope de bromofórmio, beneficia brônquios e pulmões, pondo fim às tosses rebeldes e crônicas.
Losna: Emprega-se nos abô e nos banhos de descarrego ou limpeza dos filhos do orixá a que pertence. É usada pela medicina caseira como poderoso vermífugo, mais particularmente usada na destruição das solitárias, usando-se o chá. É energético tônico e debeladora de febres.
Óleo-pardo: Planta utilizada apenas em banhos de descarrego. De muito prestígio na medicina caseira. Cozimento da raiz é indicado para curar úlceras e para matar bernes de animais.
Piri-piri: A única aplicação litúrgica é nos banhos de descarrego. É extraordinário anti- hemorrágico. Para tanto, os caules secos e reduzidos a pó, depois de queimados, estancam hemorragias. O mesmo pó, de mistura com água e açúcar extermina a disenteria.
Poincétia: Emprega-se em qualquer obrigação de ori, nos abô de uso externo, da mesma sorte nos banhos de limpeza e purificação dos filhos do orixá. A medicina caseira só o aponta para exterminar dores nas pernas, usando em banhos.
Porangaba: Entra em quaisquer obrigações e, igualmente, nos abô. No tratamento popular é usada como tônico e importante diurético.
Sangue-de-dragão : Tem aplicações de cabeça, nos banhos de descarrego e nos abô. Não possui uso na medicina popular.
São-gonçalinho: É uma erva santa, pelas múltiplas aplicações ritualísticas a que está sujeita. Na medicina caseira usa-se como antitérmico e para combater febres malignas, em chá.
Tanchagem: Participa de todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação de filhos recolhidos ao ariaxé. É axé para os assentamentos do orixá do ferro e das guerras. Muito aplicada no abô de ori. A medicina popular ou caseira afirma que a raiz e as folhas são tônicas, antifebris e adstringentes. Excelente na cura da angina e da cachumba.
Vassourinha-de-igreja: Entra nos sacudimentos de domicílio, de local onde o homem exerce atividades profissionais . não possui uso na medicina popular.
Amado Irmão, lembre-se que seu Pai ou Mãe no Santo, que devem confirmar estas ervas, com as ervas não devemos brincar, nem mesmo fazer uso das mesmas, sem termos conhecimento..
OGUM
Divindade masculina ioruba, figura que se repete em todas as formas mais conhecidas da mitologia universal. Ogum é o arquétipo do guerreiro. Bastante cultuado no Brasil, especialmente por ser associado à luta, à conquista, é a figura do astral que, depois de Exu, está mais próxima dos seres humanos. É sincretizado com São Jorge ou com Santo Antônio, tradicionais guerreiros dos mitos católicos, também lutadores, destemidos e cheios de iniciativa.
A relação de Ogum com os militares tanto vem do sincretismo realizado com São Jorge, sempre associado às forças armadas, como da sua figura de comandante supremo ioruba. Dizem as lendas que se alguém, em meio a uma batalha, repetir determinadas palavras (que são do conhecimento apenas dos iniciados), Ogum aparece imediatamente em socorro daquele que o evocou. Porém, elas (as palavras) não podem ser usadas em outras circunstâncias, pois, tendo excitado a fúria por sangue do Orixá, detonaram um processo violento e incontrolável; se não encontrar inimigos diante de si após ter sido evocado, Ogum se lançará imediatamente contra quem o chamou.
É orixá das contendas, deus da guerra. Seu nome, traduzido para o português, significa luta, batalha, briga. É filho de Iemanjá e irmão mais velho de Exu e Oxossi. Por este último nutre um enorme sentimento, um amor de irmão verdadeiro, na verdade foi Ogum quem deu as armas de caça à Oxossi. O sangue que corre no nosso corpo é regido por Ogum. Considerado como um orixá impiedoso e cruel, temível guerreiro que brigava sem cessar contra os reinos vizinhos, ele até pode passar esta imagem, mas também sabe ser dócil e amável. É a vida em sua plenitude.
A violência e a energia, porém não explicam Ogum totalmente. Ele não é o tipo austero, embora sério e dramático, nunca contidamente grave. Quando irado, é implacável, apaixonadamente destruidor e vingativo; quando apaixonado, sua sensualidade não se contenta em esperar nem aceita a rejeição. Ogum sempre ataca pela frente, de peito aberto, como o clássico guerreiro.
Ogum não era, segundo as lendas, figura que se preocupasse com a administração do reino de seu pai, Odudua; ele não gostava de ficar quieto no palácio, dava voltas sem conseguir ficar parado, arrumava romances com todas as moças da região e brigas com seus namorados.
Não se interessava pelo exercício do poder já conquistado, por que fosse a independência a ele garantida nessa função pelo próprio pai, mas sim pela luta.
Ogum, portanto, é aquele que gosta de iniciar as conquistas mas não sente prazer em descansar sobre os resultados delas, ao mesmo tempo é figura imparcial, com a capacidade de calmamente exercer (executar) a justiça ditada por Xangô. É muito mais paixão do que razão: aos amigos, tudo, inclusive o doloroso perdão: aos inimigos, a cólera mais implacável, a sanha destruidora mais forte.
Ogum é o deus do ferro, a divindade que brande a espada e forja o ferro, transformando-o no instrumento de luta. Assim seu poder vai-se expandindo para além da luta, sendo o padroeiro de todos os que manejam ferramentas: ferreiros, barbeiros, militares, soldados, ferreiros, trabalhadores, agricultores e, hoje em dia, mecânicos, motoristas de caminhões e maquinistas de trem. É, por extensão o Orixá que cuida dos conhecimentos práticos, sendo o patrono da tecnologia. Do conhecimento da guerra para o da prática: tal conexão continua válida para nós, pois também na sociedade ocidental a maior parte das inovações tecnológicas vem justamente das pesquisas armamentistas, sendo posteriormente incorporada à produção de objetos de consumo civil, o que é particularmente notável na industria automobilística, de computação e da aviação.
Assim, Ogum não é apenas o que abre as picadas na matas e derrota os exércitos inimigos; é também aquele que abre os caminhos para a implantação de uma estrada de ferro, instala uma fábrica numa área não industrializada, promove o desenvolvimento de um novo meio de transporte, luta não só contra o homem, mas também contra o desconhecido.
É pois, o símbolo do trabalho, da atividade criadora do homem sobre a natureza, da produção e da expansão, da busca de novas fronteiras, de esmagamento de qualquer força que se oponha à sua própria expansão.
É fácil, nesse sentido, entender a popularidade de Ogum: em primeiro lugar, o negro reprimido, longe de sua terra, de seu papel social tradicional, não tinha mais ninguém para apelar, senão para os dois deuses que efetivamente o defendiam: Exu (a magia) e Ogum (a guerra); Em segundo lugar, além da ajuda que pode prestar em qualquer luta, Ogum é o representante no panteão africano não só do conquistador mas também do trabalhador manual, do operário que transforma a matéria-prima em produto acabado: ele é a própria apologia do ofício, do conhecimento de qualquer tecnologia com algum objetivo produtivo, do trabalhador, em geral, na sua luta contra as matérias inertes a serem modificadas .
É o dono do Obé (faca) por isso nas oferendas rituais vem logo após Exú porque sem as facas que lhe pertencem não seriam possíveis os sacrifícios. Ogum é o dono das estradas de ferro e dos caminhos. Protege também as portas de entrada das casas e templos (Um símbolo de Ogum sempre visível é o màrìwò (mariô) - folhas do dendezeiro (igi öpë) desfiadas, que são colocadas sobre as portas das casas de candomblé como símbolo de sua proteção).
Ogum também é considerado o Senhor dos caminhos. Ele protege as pessoas em locais perigosos, dominando a rua com o auxílio de Exú. Se Exú é dono das encruzilhadas, assumindo a responsabilidade do tráfego, de determinar o que pode e o que não pode passar, Ogum é o dono dos caminhos em si, das ligações que se estabelecem entre os diferentes locais.
Uma frase muito dita no Candomblé, e que agrada muito Ogum, é a seguinte: “Bi omodé bá da ilè, Kí o má se da Ògún”. (Uma pessoa pode trair tudo na Terra Só não deve trair Ogum).
Ogum foi casado com IANSÃ que o abandonou para seguir XANGÔ. Casou-se também com OXUM, mas vive só, batalhando pelas estradas e abrindo caminhos.
Características
Cor | Vermelha (Azul Rei) (Em algumas casas também o verde) |
Fio de Contas | Contas e Firmas Vermelhas Leitosas |
Ervas | Peregum(verde), São Gonçalinho, Quitoco, Mariô, Lança de Ogum, Coroa de Ogum, Espada de Ogum, Canela de Macaco, Erva Grossa, Parietária, Nutamba, Alfavaquinha, Bredo, Cipó Chumbo.(Em algumas casas: Aroeira, Pata de Vaca, Carqueja, Losna, Comigo Ninguém Pode, Folhas de Romã, Flecha de Ogum, Cinco Folhas, Macaé, Folhas de Jurubeba) |
Símbolo | Espada. (Também, em algumas casas: ferramentas, ferradura, lança e escudo) |
Pontos da Natureza | Estradas e Caminhos (Estradas de Ferro). O Meio da encruzilhada pertence a Ogum. |
Flores | Crista de Galo, cravos e palmas vermelhas. |
Essências | Violeta |
Pedras | Granada, Rubi, Sardio. (Em algumas casas: Lápis-Lazúli, Topázio Azul) |
Metal | Ferro (Aço e Manganês). |
Saúde | Coração e Glândulas Endócrinas |
Planeta | Marte |
Dia da Semana | Terça-Feira |
Elemento | Fogo |
Chakra | Umbilical |
Saudação | Ogum Iê |
Bebida | Cerveja Branca |
Animais | Cachorro, galo vermelho |
Comidas | Cará, feijão mulatinho com camarão e dendê. Manga Espada |
Numero | 2 |
Data Comemorativa | 23 de Abril (13 de Junho) |
Sincretismo | São Jorge. (Santo Antônio na Bahia) |
Incompatibilidades: | Quiabo |
Qualidades | Tisalê, Xoroquê, Ogunjá, Onirê, Alagbede, Omini, Wari, Erotondo, Akoro Onigbe. |
Atribuições
Todo Ogum é aplicador natural da Lei e todos agem com a mesma inflexibilidade, rigidez e firmeza, pois não se permitem uma conduta alternativa.
Onde estiver um Ogum, lá estarão os olhos da Lei, mesmo que seja um "caboclo" de Ogum, avesso às condutas liberais dos freqüentadores das tendas de Umbanda, sempre atento ao desenrolar dos trabalhos realizados, tanto pelos médiuns quanto pelos espíritos incorporadores.
Dizemos que Ogum é, em si mesmo, os atentos olhos da Lei, sempre vigilante, marcial e pronto para agir onde lhe for ordenado.
As Características Dos Filhos De Ogum
Não é difícil reconhecer um filho de Ogum. Tem um comportamento extremamente coerente, arrebatado e passional, aonde as explosões, a obstinação e a teimosia logo avultam, assim como o prazer com os amigos e com o sexo oposto. São conquistadores, incapazes de fixar-se num mesmo lugar, gostando de temas e assuntos novos, conseqüentemente apaixonados por viagens, mudanças de endereço e de cidade. Um trabalho que exija rotina, tornará um filho de Ogum um desajustado e amargo. São apreciadores das novidades tecnológicas, são pessoas curiosas e resistentes, com grande capacidade de concentração no objetivo em pauta; a coragem é muito grande.
Os filhos de Ogum custam a perdoar as ofensas dos outros. Não são muito exigentes na comida, no vestir, nem tão pouco na moradia, com raras exceções. São amigos camaradas, porém estão sempre envolvidos com demandas. Divertidos, despertam sempre interesse nas mulheres, tem seguidos relacionamentos sexuais, e não se fixam muito a uma só pessoa até realmente encontrarem seu grande amor.
São pessoas determinadas e com vigor e espírito de competição. Mostram-se líderes natos e com coragem para enfrentar qualquer missão, mas são francos e, às vezes, rudes ao impor sua vontade e idéias. Arrependem-se quando vêem que erraram, assim, tornam-se abertos a novas idéias e opiniões, desde que sejam coerentes e precisas.
As pessoas de Ogum são práticas e inquietas, nunca "falam por trás" de alguém, não gostam de traição, dissimulação ou injustiça com os mais fracos.
Nenhum filho de Ogum nasce equilibrado. Seu temperamento, difícil e rebelde, o torna, desde a infância, quase um desajustado. Entretanto, como não depende de ninguém para vencer suas dificuldades, com o crescimento vai se libertando e acomodando-se às suas necessidades. Quando os filhos de Ogum conseguem equilibrar seu gênio impulsivo com sua garra, a vida lhe fica bem mais fácil. Se ele conseguisse esperar ao menos 24 hs. para decidir, evitaria muitos revezes, muito embora, por mais incrível que pareça, são calculistas e estrategistas. Contar até 10 antes de deixar explodir sua zanga, também lhe evitaria muitos remorsos. Seu maior defeito é o gênio impulsivo e sua maior qualidade é que sempre, seja pelo caminho que for, será sempre um Vencedor.
A sua impaciência é marcante. Tem decisões precipitadas. Inicia tudo sem se preocupar como vai terminar e nem quando. Está sempre em busca do considerado o impossível. Ama o desafio. Não recusa luta e quanto maior o obstáculo mais desperta a garra para ultrapassá-lo. Como os soldados que conquistavam cidades e depois a largavam para seguir em novas conquistas, os filhos de Ogum perseguem tenazmente um objetivo: quando o atinge, imediatamente o larga e parte em procura de outro. É insaciável em suas próprias conquistas. Não admite a injustiça e costuma proteger os mais fracos, assumindo integralmente a situação daquele que quer proteger. Sabe mandar sem nenhum constrangimento e ao mesmo tempo sabe ser mandado, desde que não seja desrespeitado. Adapta-se facilmente em qualquer lugar. Come para viver, não fazendo questão da qualidade ou paladar da comida. Por ser Ogum o Orixá do Ferro e do Fogo seu filho gosta muito de armas, facas, espadas e das coisas feitas em ferro ou latão. É franco, muitas vezes até com assustadora agressividade. Não faz rodeio para dizer as coisas. Não admite a fraqueza e a falta de garra.
Têm um grave conceito de honra, sendo incapazes de perdoar as ofensas sérias de que são vítimas. São desgarrados materialmente de qualquer coisa, pessoas curiosas e resistentes, tendo grande capacidade de se concentrar num objetivo a ser conquistado, persistentes, extraordinária coragem, franqueza absoluta chegando à arrogância. Quando não estão presos a acessos de raiva, são grandes amigos e companheiros para todas as horas.
É pessoa de tipo esguio e procura sempre manter-se bem fisicamente. Adora o esporte e está sempre agitado e em movimento, tendem a ser musculosos e atléticos, principalmente na juventude, tendo grande energia nervosa que necessita ser descarregadas em qualquer atividade que não implique em desgastes físicos.
Sua vida amorosa tende a ser muito variada, sem grandes ligações perenes, mas sim superficiais e rápidas.
Cozinha ritualística
Cará com Dendê e Mel
Lave um inhame em sete águas (sete vezes), depois coloque numa gamela de madeira ou alguidar. Com uma faca (obé), bem afiado, corte-o na vertical. Na banda do lado esquerdo se passa dendê e na do lado direito mel.
Paliteiro de Ogum
Cozinhe um Cará com casca e tudo. Coloque numa gamela de madeira ou alguidar. Espete palitos de Mariô por toda a superfície. Pode regar com dendê ou mel.
Feijão Mulatinho
Cozinhe o feijão mulatinho (ou cavalo) e tempere-o com cebola refogada no dendê, coloque em um alguidar e enfeite com 7 camarões fritos no dendê.
Lendas de Ogum
Como Ogum Virou Orixá
Ogum lutava sem cessar contra os reinos vizinhos. Ele trazia sempre um rico espólio em suas expedições, além de numerosos escravos. Todos estes bens conquistados, ele entregava a Odúduá, seu pai, rei de Ifé.
Ogum continuou suas guerras. Durante uma delas, ele tomou Irê e matou o rei, Onirê e o substituiu pelo próprio filho, conservando para si o título de Rei. Ele é saudado como Ogum Onirê! - "Ogum Rei de Irê!"
Entretanto, ele foi autorizado a usar apenas uma pequena coroa, "akorô". Daí ser chamado, também, de Ogum Alakorô - "Ogum dono da pequena coroa".
Após instalar seu filho no trono de Irê, Ogum voltou a guerrear por muitos anos. Quando voltou a Irê, após longa ausência, ele não reconheceu o lugar. Por infelicidade, no dia de sua chegada, celebrava-se uma cerimônia, na qual todo mundo devia guardar silêncio completo. Ogum tinha fome e sede. Ele viu as jarras de vinho de palma, mas não sabia que elas estavam vazias. O silêncio geral pareceu-lhe sinal de desprezo. Ogum, cuja paciência é curta, encolerizou-se. Quebrou as jarras com golpes de espada e cortou a cabeça das pessoas. A cerimônia tendo acabado, apareceu, finalmente, o filho de Ogum e ofereceu-lhe seus pratos prediletos: caracóis e feijão, regados com dendê, tudo acompanhado de muito vinho de palma. Ogum, arrependido e calmo, lamentou seus atos de violência, e disse que já vivera bastante, que viera agora o tempo de repousar. Ele baixou, então, sua espada e desapareceu sob a terra. Ogum tornara-se um Orixá.
Lenda de Ogum Xoroquê
Uma vez ao voltar de uma caçada não encontrou vinho de palma (ele devia estar com muita sede), e zangou-se de tal maneira que irado subiu a um monte ou montanha e Xoroquê (gritou Ferozmente ou cortou cruelmente do alto da montanha ou monte), cobrindo-se de sangue e fogo e vestiu-se somente com o mariwo, esse Ogum furioso chamado agora de Xoroquê, foi para longe para outros reinos, para as terras dos Ibos, para o Daomé, ate para o lado dos Ashantis, sempre furioso, Guerreando, lutando, invadindo e conquistando. Com um comportamento raivoso que muitos chegaram a pensar tratar-se de Exu zangado por não ter recebido suas oferendas ou que ele tivesse se transformado num Exu (talvez seja por isso que chegue a ser tratado como sendo metade exu por muitos do candomblé). Antes que ele chegasse a Ire, um Oluwo que vivia lá recomendou aos habitantes que oferecessem a Xoroquê, um Aja (cachorro), Exu (inhame), e muito vinho de palma, também recomendou que, com o corpo prostrado ao chão, em sinal de respeito recitassem o seus orikis, e tocadores tocassem em seu louvor. Sendo assim todos fizeram o que lhes havia sido recomendado só que o Rei não seguiu os conselho, e quando Xoroquê chegou foi logo matando o Rei, e antes que ele matasse a população Eles fizeram o recomendado e acalmaram Xoroquê, que se acalmou e se proclamou Rei de Ire sendo assim toda vez que Xoroquê se zanga ele sai para o mundo para guerrear e descontar sua ira chegando ate a ser considerado um Exu e quando retorna a Ire volta a sua característica de Ogum guerreiro e vitorioso Rei de Ire.Ogum dá ao homem o segredo do ferro
Na Terra criada por Oxalá, em Ifé, os orixás e os seres humanos trabalhavam e viviam em igualdade. Todos caçavam e plantavam usando frágeis instrumentos feitos de madeira, pedra ou metal mole. Por isso o trabalho exigia grande esforço. Com o aumento da população de Ifé, a comida andava escassa. Era necessário plantar uma área maior. Os orixás então se reuniram para decidir como fariam para remover as árvores do terreno e aumentar a área de lavoura. Ossãe, o orixá da medicina, dispôs-se a ir primeiro e limpar o terreno. Mas seu facão era de metal mole e ele não foi bem sucedido. Do mesmo modo que Ossãe, todos os outros Orixás tentaram, um por um, e fracassaram na tarefa de limpar o terreno para o plantio. Ogum, que conhecia o segredo do ferro, não tinha dito nada até então. Quando todos os outros Orixás tinham fracassado, Ogum pegou seu facão, de ferro, foi até a mata e limpou o terreno. Os Orixás, admirados, perguntaram a Ogum de que material era feito tão resistente facão. Ogum respondeu que era o ferro, um segredo recebido de Orunmilá. Os Orixás invejaram Ogum pelos benefícios que o ferro trazia, não só à agricultura, como à caça e até mesmo à guerra.
Por muito tempo os Orixás importunaram Ogum para saber do segredo do ferro, mas ele mantinha o segredo só para si. Os Orixás decidiram então oferecer-lhe o reinado em troca do que ele lhes ensinasse tudo sobre aquele metal tão resistente. Ogum aceitou a proposta. Os humanos também vieram a Ogum pedir-lhe o conhecimento do ferro. E Ogum lhes deu o conhecimento da forja, até o dia em que todo caçador e todo guerreiro tiveram sua lança de ferro. Mas, apesar de Ogum ter aceitado o comendo dos Orixás, antes de mais nada ele era um caçador. Certa ocasião, saiu para caçar e passou muitos dias fora numa difícil temporada. Quando voltou da mata, estava sujo e maltrapilho. Os Orixás não gostaram de ver seu líder naquele estado. Eles o desprezaram e decidiram destituí-lo do reinado. Ogum se decepcionou com os Orixás, pois, quando precisaram dele para o segredo da forja, eles o fizeram rei e agora dizem que não era digno de governá-los. Então Ogum banhou-se, vestiu-se com folhas de palmeira desfiadas, pegou suas armas e partiu. Num lugar distante chamado Irê, construiu uma casa embaixo da arvore de Acoco e lá permaneceu. Os humanos que receberam de Ogum o segredo do ferro não o esqueceram. Todo mês de dezembro, celebravam a festa de Uidê Ogum. Caçadores, guerreiros, ferreiros e muitos outros fazem sacrifícios em memória de Ogum. Ogum é o senhor do ferro para sempre.
Ogum livra um pobre de seus exploradores
Um pobre homem peregrinava por toda parte, trabalhando ora numa, ora noutra plantação. Mas os donos da terra sempre o despediam e se apoderavam de tudo o que ele construía. Um dia esse homem foi a um babalawo, que o mandou fazer um ebó na mata. Ele juntou o material e foi fazer o despacho, mas acabou fazendo tal barulho que Ogum, foi ver o que ocorria. O homem, então, deu-se conta da presença de Ogum e caiu a seus pés, implorando seu perdão por invadir a mata. Ofereceu-lhe todas as coisas boas que ali estavam. Ogum aceitou e satisfez-se com o ebó. Depois conversou com o peregrino, que lhe contou por que estava naquele lugar proibido. Falou-lhe de todos os seus infortúnios. Ogum mandou que ele desfiasse folhas de dendezeiro (mariwo), e as colocasse nas portas das casas de seus amigos, marcando assim cada casa a ser respeitada, pois naquela noite Ogum destruiria a cidade de onde vinha o peregrino. Seria destruído até o chão. E assim se fez. Ogum destruiu tudo, menos as casas protegidas pelo mariwo.
Ogum chama a Morte para ajuda-lo numa aposta com Xangô
Ogun e Xangô nunca se reconciliaram. Vez por outra digladiavam-se nas mais absurdas querelas. Por pura satisfação do espírito belicoso dos dois. Eram, os dois, magníficos guerreiros. Certa vez Ogum propôs a Xangô uma trégua em suas lutas, pelo menos até que a próxima lua chegasse. Xangô fez alguns gracejos, Ogum revidou, mas decidiram-se por uma aposta, continuando assim sua disputa permanente. Ogum propôs que ambos fossem a praia e recolhessem o maior número de búzios que conseguissem. Quem juntasse mais, ganharia. e quem perdesse daria ao vencedor o fruto da coleta. Puseram-se de acordo.
Ogum deixou Xangô e seguiu para a casa de Iansã, solicitando-lhe que pedisse a Iku (a morte) que fosse à praia no horário que tinha combinado com Xangô. Na manhã seguinte, Ogum e Xangô apresentaram-se na praia e imediatamente o enfrentamento começou. Cada um ia pegando os búzios que achava. Xangô cantarolava sotaques jocosos contra Ogum. Ogum, calado, continuava a coleta. O que Xangô não percebeu foi a aproximação de Iku. Ao erguer os olhos, o guerreiro deparou com a morte, que riu de seu espanto. Xangô soltou o saco da coleta, fugindo amedrontado e escondendo-se de Iku. À noite Ogum procurou Xangô, mostrando seu espólio. Xangô, envergonhado, abaixou a cabeça e entregou ao guerreiro o fruto de sua coleta.
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