segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Qual é o teor da sua energia?

A mediunidade faz parte da natureza. Todos somos médiuns, uns mais, outros menos desenvolvidos, e trocamos energias uns com os outros.
Com umas você sente prazer enorme em conversar, com outras você antipatiza, quer vê-las pelas costas. Isso não é apenas um capricho seu, mas um reflexo das energias que elas irradiam e você capta.
Existem pessoas nutritivas e pessoas sugadoras.

As nutritivas são:

Independentes. Cuidam de si, assumem suas próprias necessidades, evitam descrregar seus problemas nos outros, procuram ganhar seu próprio dinheiro.
Generosas. Dão os bens que não vão mais utilizar, cooperam com as obras de cunho social. Estão sempre se renovando.
Confiantes em si. Estudam as experiências alheias, mas na hora de decidir não perguntam aos outros o que fazer.
Otimistas. Em todos os acontecimentos olham os lados positivos. Nunca fazem drama de nada.
Respeitosas. Nunca invadem o espaço de ninguém. Aceitam os outros como são sem desejar muda-los.

As sugadoras são:
Vítimas. Sofredoras. Quando lhes acontece uma coisa boa, ficam logo esperando uma coisa ruim. Culpam o governo, a sociedade, as pessoas por suas dificuldades.
Dependentes. Nunca fazem nada sozinhas. Acham tudo difícil. Sentem-se incapazes.
Indecisas. Não têm opinião própria. Só fazem o que os outros dizem.
Depressivas. Jamais falam do que já têm, só do que ainda lhes falta. Estão sempre querendo atenção especial das pessoas e revoltam-se quando não são atendidas.
Inseguras. Apegam-se a tudo e a todos. Têm medo das mudanças, do novo e do futuro. São ansiosas e dramáticas. Vêem o lado pessimista dos fatos.

Quando você capta energia de pessoa nutritiva, sente-se muito bem. Mas se de repente sente o corpo pesado, boceja, fica deprimida, triste, com dor de cabeça ou enjôo, provavelmente absorveu as energias de uma pessoa sugadora.

Nesse caso, vá para um lugar sossegado e faça o seguinte exercício:
Feche os olhos e pergunte mentalmente de onde vêm essas energias. O rosto da pessoa aparecerá em sua memória. Então, imagine que você está dentro de sua pele e diga com firmeza:
- Eu não quero nada de você... O que é seu é seu. O que é meu é meu. Fico com minha energia. O resto vai sair agora, não quero isso para mim.
Sentirá imediatamente grande alívio. Contudo, se você se sente rejeitada pelas pessoas, está na hora de observar quais as energias que você irradia. Elas são responsáveis por tudo que você atrai em sua vida.

Pense nisso!

Apometria - Conceitos e Técnicas



Apometria é um conjunto de princípios e técnicas de tratamento espiritual baseado no desdobramento e na dissociação dos múltiplos corpos e níveis do ser humano. 
Trata as personalidades de vidas passadas e desdobramentos da vida atual, chamada de subpersonalidades.
Desfaz também trabalhos de magia, trata e encaminha espíritos obsessores, auto-obsessões e energias diversas. Como se fosse uma desobsessão mais objetiva e direta.
 Algumas Técnicas
 Apométricas:

Desdobramento espiritual Essa técnica é realizada através de pulsos magnéticos, que teriam o poder de criar nos planos sutis determinadas emanações mento-magnéticas capazes de, pela vontade do operador, dissociar os níveis de consciência de uma pessoa, para que seja possível seu tratamento. 

Os corpos espirituais também poderiam ser incorporados em médiuns e estes podem manifestar as enfermidades e desarmonias existentes, para assim tratá-las. 

Alguns segmentos afirmam que não são os níveis de consciência que incorporam, mas apenas as projeções desses níveis, que seriam as personalidades de vidas passadas e as subpersonalidades (dissociações da personalidade atual). É através do desdobramento da consciência, dos corpos, níveis e subníveis que se realizam grande parte das técnicas da Apometria.
Pulsos Magnéticos
São manifestações da vontade dos operadores da técnica apométrica. 
Para que se torne possível o desdobramento da consciência em múltiplos níveis, os doutrinadores emitem pulsos magnéticos, através de contagem progressiva, até ocorrer o desdobramento dos corpos espirituais para posterior tratamento. Os pulsos são emanações energéticas que expressam a força de vontade dos doutrinadores em dissociar os níveis. 
Os pulsos são ritmados e realizam-se através de estalos de dedo com contagem de 1 a 7. O estalo cria uma irradiação sonora que veicula a força do pensamento dos trabalhadores espirituais.
Dialimetria
A dialimetria consiste em emitir pulsos magnéticos no corpo etérico e astral até que estes se tornem maleáveis e flexíveis a ponto de se tornarem bastante permeáveis às energias irradiadas pelo operador.
Com o afrouxamento intermolecular das partículas de matéria etérica e astral, os corpos espirituais se tornam menos densos e podemos fazer fluir a energia com muito mais facilidade, sem acumulações e bloqueios energéticos.
Técnicas de Sintonia Psíquica com os Espíritos
Quando houver uma diferença de gradação energética entre o médium e o espírito, é possível, através de pulsos magnéticos, realizar uma sintonia entre ambos, a ponto de permitir o contato por meio de diálogo e tratamento.
Dissociação do Espaço-Tempo
Essa técnica consiste na utilização da condição atemporal e inespacial do Universo. Tempo e Espaço são referenciais objetivos de nossa mente concreta. Essas dimensões podem ser dissociadas no plano espiritual e relativizadas. 
Passado e futuro encontram-se em estado potencial no presente, o único momento eterno que existe. 
Sendo assim, podemos romper a barreira do tempo através do comando mental e conduzir um espírito ou uma energia ao passado ou ao futuro. 
Esta técnica não deve ser realizada sem uma motivação plenamente ancorada no Bem e na caridade desinteressada. 
É possível levar um espírito a ver seu próprio futuro e assim descobrir o que lhe acontecerá caso insista em agir de determinada forma. 
Alguns espíritos podem ser acometidos por visões e sentimentos catastróficos de seu futuro e podem se deparar com situações das quais jamais imaginaram que ocorresse. 
É o Principio de Causa e Efeito sendo sentido diretamente. 
Dessa forma, podemos mostrar-lhe que seu comportamento terá consequências, mas estas podem ser evitadas. 
Algumas entidades podem até mesmo ver o exílio planetário. É uma forma de fazer-lhes compreender o quanto seus atos podem ser maléficos para que sintam a necessidade de transformação.
Cromoterapia Mental
Na Apometria, médiuns e doutrinadores se utilizam da irradiação de luzes coloridas sobre a pessoa em atendimento. 
Para utilizar a cromoterapia mental, basta mentalizar a cor e projeta-la sobre a energia, o nível, a personalidade, o espírito obsessor, etc. 
Cada cor têm uma propriedade específica.
A Cromoterapia mental é vista pelos apômetras como mais eficiente que a cromoterapia de luzes visíveis, pois o tratamento mental ocorre num plano sutil e canaliza as energias que estariam mais próximas da Fonte e da "essência" vibratória de cada cor.
Amarelo - Conscientização 
Azul - Acalma e tranquiliza 
Verde - Cura moléstias no corpo espiritual 
Violeta - Transmutação 
Prata - Desfazer magia negra ou energias negativas; ajuda a retirar aparelhos parasitas no corpo astral 
Rosa - Estimular o afeto e amor incondicional 
Branco - Faz diagnóstico e protege o ambiente de trabalho
Principais Conceitos de Apometria

Desdobramento
Diz-se da capacidade do espírito de se dissociar em muitas partes, quantas for necessário, até que seja possível descobrir onde está a anomalia ou o desequilibro nos níveis de consciência. 
O espírito é Uno e indivisível, não pode ser dividido em hipótese alguma, porém seus veículos de expressão, ou seja, as formas que ele encontra para a sua manifestação podem ser divididas infinitamente. 
O desdobramento na Apometria não se refere apenas a projeção do corpo astral ou do corpo mental. Na Apometria, o desdobramento toma um sentido mais amplo. 
É encarado como a capacidade do ser de expandir-se infinitamente, sem ao mesmo tempo perder a sua Unidade. Esta possibilidade é utilizada com finalidade terapeutica, identificando os desequilibrios em cada uma das facetas do Ser.
Níveis de Consciência
O espírito é Uno em essência, mas múltiplo em manifestação. Assim, pode se manifestar em todos os planos, formas, tipos, épocas, etc. Cada uma dessas manifestações é chamada de "nível". Porém, há alguns níveis principais e naturais, que formam a constituição setenária do espírito, suas sete manifestações fundamentais nos sete planos de consciência, os chamados sete corpos. Assim, os níveis de consciência podem incorporar nos médiuns e revelar aspectos das experiências que criaram as fixações dos níveis.
Personalidades Múltiplas (Personalidades de Vidas Passadas)
Alguns pesquisadores da Apometria, como J. S. Godinho, Camila Sampaio e outros, falam das projeções dos níveis de consciência como personalidades múltiplas. 
As Personalidades Múltiplas seriam personalidades que todos tivemos em vidas passadas. Elas tem nome, forma, costumes, crenças, comportamentos, experiências e podem agir de forma mais ou menos autônoma no plano espiritual. 
A independência das personalidades de vidas passadas proporcional a energia que a personalidade atual confere, de forma inconsciente, às tendências da personalidade múltipla. 
Se, por exemplo, uma pessoa foi um padre ortodoxo numa outra encarnação e ela hoje entra na Igreja e passa a manifestar-se com tendencias fundamentalistas, ela está dando energia ao padre e este pode a estar obsediando. Nesse sentido, não apenas os espíritos, mas tambem as personalidades múltiplas podem incorporar nas pessoas. 
Na visão de alguns apômetras, há casos de incorporação dessas personalidades que os psiquiatras chamam de "Transtorno Dissociativo de Identidade".
Subpersonalidades
Trata-se de um termo originário de algumas abordagens de Psicologia, Psicologia Transpessoal e Psicossíntese. J S Godinho define as subpersonalidades como "desdobramentos do bloco de ego, consciência, ou projeções da atual personalidade. Podem agir com total consciência de si mesmas, embora essa ação não seja percebida pela consciência física." 
Subpersonalidades seriam dissociações da personalidade da vida atual. Essa dissociação pode ocorrer num momento específico da história pessoal do indivíduo. Ela pode ser originada por diversos fatores, como traumas, sofrimentos, dores, apegos, costumes, vícios, idéias fixas, compulsões, etc. 
Hans Tendam explica como podem ser tratadas as subpersonalidades, através da sua técnica de "estados de ego", chamadas atualmente de Personismo. As Subpersonalidades podem ser comparadas ao conceito de "complexo" de C. G. Jung, que são representações autônomas inconscientes que agem independentemente da vontade da pessoa, criando divisões internas que passam a lutar umas contra as outras. 
As subpersonalidades podem se opor a vontade consciente do sujeito e podem até mesmo contrastar com outras subpersonalidades, criando uma fragmentação da personalidade.
Incorporação Anímica 

No Espiritismo e na Umbanda há uma noção de incorporação que difere da Apometria. A incorporação apométrica pode ser de dois tipos: a incorporação mediúnica e a incorporação anímica. Na primeira o médium manifesta os atributos da entidade espiritual como se tivesse incorporado o espírito. 

O médium passa a agir como ele e supostamente reproduz fielmente seus comportamentos e seu modo de ser. Na incorporação anímica (que talvez nem deveria ser chamada de incorporação), o médium apenas visualiza o espírito no plano astral e pode conversar com ele sem que este use o corpo do médium para se expressar. 

Alguns chamam essa faculdade de "projeção mental". O médium estaria observando os planos sutis e tendo contato com as energias que nele contém. Essa forma de contato espiritual é mais recomendada na Apometria, pois o vidente seria mais independente.

 Espero que todos tenham aprendido um pouco mais sobre essa técnica, caso tenham alguma dúvida é só mandar por comentário, senão quiser que este seja publicado, responderei por e-mail, basta sinalisar na postagem.

Paz e Luz!
Gisele Xavier

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

SIGNIFICADO DO MANTRA OM


 
É o mantra mais importante do hinduísmo e outras religiões.
Diz-se que ele contém o conhecimento dos Vedas e é considerado o corpo sonoro do Absoluto, Shabda Brahman.
O Om é o som do infinito e a semente que "fecunda" os outros mantras.

O som é formado pelo ditongo das vogais a e u, e a nasalização, representada pela letra m.

Por isso é que, às vezes, aparece grafado Aum.
Estas três letras correspondem, segundo a Maitrí Upanishad, aos três estados de consciência: vigília, sono e sonho.
"Este Átman é o mantra eterno Om, os seus três sons, a, u e m, são os três primeiros estados de consciência, e estes três estados são os três sons" (VIII).

"O pranava — o mantra Om — é a jóia principal entre os outros mantras; o pranava é a ponte para atingir os outros mantras; todos os mantras recebem seu poder do pranava; a natureza do pranava é o Shabda Brahman (o Absoluto).
Escutar o mantra Om é como escutar o próprio Brahman, o Ser.

Pronunciar o mantra Om é como transportar-se à residência do Brahman.

A visão do mantra Om é como a visão da própria forma.
A contemplação do mantra Om é como atingir a forma de Brahman" Mantra Yoga Samhitá .






Ele ecoa desde a noite das idades em todos os templos e comunidades ao longo do subcontinente.

Como fazer a vocalização correta sem nunca haver escutado este mantra da boca de alguém que sabe?
O mantra se faz numa exalação profunda, e sempre em ritmo regular.

Após a exalação vem uma inspiração nasal prolongada.
Não pode haver tremor na voz ao repetir o mantra.
A nota musical em que se emite o som não interessa em absoluto.

É aquela que resultar mais natural para você.
Quando houver mais pessoas junto, todos devem tentar afinar-se.

O Om começa com a boca aberta, emitindo um som mais parecido com um a, mantendo a língua colada no fundo da boca e a garganta relaxada.

O som nasce no centro do crânio, se projeta para frente e vibra na garganta e no peito.

Após alguns segundos de vocalização, a língua deve recolher-se para trás.

Assim, aquele som similar ao A, se transforma numa espécie de O aberto, que vai fechando progressivamente.


No final, sem fechar a boca, a língua bloqueia a passagem de ar pela garganta e o som se transforma em um m, que em verdade não é exatamente um m, mas uma nasalização.

Esta nasalização se chama anunásika em sânscrito, que significa literalmente com o nariz, e deriva da palavra násika, nariz.

Mais claro, impossível. Em verdade, o mantra poderia grafar-se Aoõ. Neste ponto, o ar sai pelas narinas e o som vibra com mais intensidade no crânio.

Aconselhamos que você treine colocando uma mão no peito e a outra na testa para perceber como a vibração vai subindo conforme o mantra evolui.


Porém, se você prestar atenção à vibração que acontece durante a vocalização, perceberá que ao emitir a letra o inicial (que começa como um a, não esqueça), a nasalização do m já está contida nela. Ou seja, é um som que se faz com o nariz, e não uma letra m.

Ao perseverar na vocalização, você sentirá nitidamente que a vibração se origina no centro da cabeça e vai expandindo até abranger o tórax e o resto do corpo. resumindo, o Om começa com a boca aberta e termina com ela entreaberta.

Om é a vibração primordial, o som do qual emana o Universo, a substância essencial que constitui todos os outros mantras, sendo o mais poderoso de todos eles. Ele é o gérmen, a raiz de todos os sons da natureza.

"Com Om vamos até o fim o silêncio de Brahman (o Absoluto). O fim é imortalidade, união e paz. Tal como uma aranha alcança a liberdade do espaço por meio de seu fio, assim também o homem em contemplação alcança a liberdade por meio do Om."

Essa técnica é uma das mais antigas e eficazes que existem no Yoga. Estimula o ájña chakra, na região do intercílio, sede de manas, o pensamento, e buddhi, a intuição ou consciência superior.
Existem sete formas diferentes de vocalizar o Om.

Aqui veremos especificamente a sua utilização como dháraní, suporte para concentração.
Além desses bíja mantras principais, aparece ainda sobre as pétalas de cada chakra uma série de fonemas do alfabeto sânscrito são os bíjas menores, que representam as manifestações sonoras do tipo de energia de cada chakra.
Desta forma, cada sílaba de cada mantra estimula uma pétala definida de um chakra particular.
Este é o motivo pelo qual o sânscrito é considerado língua sagrada na Índia seu potencial vibratório produz efeitos em todos os níveis.

A CAMARINHA


Foto Bob Retina

Prólogo
A Camarinha é um ritual de iniciação, de vivência, de aprendizado, de assentamento, e de transmissão de poder na Umbanda. Ela representa sempre uma evolução espiritual pela força ritualística de que é investida. As pessoas leigas e as desavisadas costumam achar que a Camarinha é um mistério, um dogma. Mas não é verdade, pois todo umbandista, independente do seu grau hierárquico tanto na comunidade a que pertence como na Umbanda de uma maneira geral, tem direito a “entrar em camarinha” sempre que for necessário por força dos rituais ou por circunstâncias da vida.
Na Umbanda, os mistérios são revelados a medida em que o ser humano adepto vai evoluindo no seu entendimento das coisas, na sua personalidade e na sua índole. Não é somente o médium que faz camarinha. Todos os adeptos de um Templo “precisam” entrar em Camarinha para um aprendizado mais refinado e um pouco diferenciado entre os diversos grupos comunitários. Cada ser humano tem o seu “momento certo” para querer aprender e para aprender, uma vez que o seu aprendizado depende fundamentalmente e decididamente de sua única vontade. Muitas vezes a pessoa que está do seu lado numa comunidade pode ainda não estar preparada para entender certas verdades que, se para uns “está na cara”, talvez para esta pessoa ainda seja muito complicado tomar conhecimento da profundidade desta verdade, pois a sua mente de certo não aceitaria por não entende-la, provocando nesta pessoa transtornos que venham interferir no seu destino (o que seria terrível para ela e para quem provocar este estado de consciência que interfira negativamente na vida da pessoa) e portanto na sua atual encarnação.
Os mistérios não são proibidos na Umbanda. Muito pelo contrário. Apenas é preciso respeitar o grau de entendimento das pessoas. Qualquer informação pode ser dada em diversos níveis de entendimento. Portanto, todos têm o direito de aprender tudo o que quiserem saber. Cabe aos mais esclarecidos procurar descer ao nível de entendimento dos menos esclarecidos para poder ajudá-los a entender aquilo que querem saber sobre a religião.
A Camarinha é o melhor momento para se aprender “as coisas de Deus”. Nela existe todo um ambiente propício preparado através de rituais místicos onde a mente pode se elevar e penetrar no mundo sobrenatural e, através da Luz Espiritual, alcançar seus objetivos de aprendizado e aperfeiçoamento da pessoa. Lembre-se sempre que, aquilo que é fácil e racional para você poderá ser difícil e inteligível para outro. Não seja um caçador de adeptos para a religião que você gosta e entende. Seja apenas você mesmo, com um comportamento exemplar, sincero humano, feliz e competente nas suas atitudes, que certamente alguém que estiver desarmonizado, sofrendo na vida vai tentar imita-lo ou pedir sua ajuda. Aí sim, é chegada a hora de agir e ajudar.
Como existem pessoas com grau de entendimento diferente uns dos outros, é claro que os ensinamentos místicos e religiosos ou sagrados deverão ser ensinados de acordo com o grau de entendimento das pessoas. Para se transmitir os ensinamentos para grupos de pessoas, costuma-se utilizar os seguintes eventos para a comunidade: Palestras onde a linguagem dos ensinamentos costuma ser de entendimento popular (se o grau dos assistentes for heterogêneo), Cursos de Disciplinas místicas em diversos níveis e Camarinhas também em diversos níveis. Portanto não se trata de descriminação já que, como os aprendizados (e os ensinamentos) são evolutivos, todos inclusive os que começam pelos níveis mais inferiores, podem alcançar os níveis mais superiores. Por isto as Camarinhas são diferentes. A Camarinha, a Palestra e o Curso são recursos necessários para que uma comunidade possa atender a todos os níveis de entendimento no seu meio, na revelação dos “mistérios da Criação” ou do sobrenatural.
São diferentes não só pelo nível dos participantes como também e principalmente porque cada um dos participantes é diferente dos demais e vice versa. Com isto, apesar de serem os assuntos culturais e ritualísticos ensinados a um grupo, os mesmos assuntos ensinados em outras Camarinhas de outros grupos, o entendimento do grupo será semelhante, mas não igual ao dos demais grupos porque o intelecto individual das pessoas do grupo faz a diferença. É como numa escola onde você vai passando de série no seu aprendizado, mas os novos que vierem a aprender a mesma coisa certamente aprenderão de forma diferente. Isto quer dizer que uma Camarinha nunca é igual a outra.
A Camarinha é um ritual, e como tal possui começo meio e fim. Portanto é um procedimento técnico que possui uma sequência lógica.

O conteúdo da camarinha
Como ritual que é, a Camarinha representa um caminho para se atingir uma meta. A meta é a Evolução em busca da Perfeição Espiritual. Como a busca da perfeição é longa, o caminho se divide em etapas. Assim, cada Camarinha é uma etapa de um longo caminho.
Como a Camarinha é um ritual, ela é executada dentro de determinados padrões. Por exemplo, ela precisa começar pelos valores mais densos e ir caminhando na direção dos mais sutis. Como ela é uma “vivencia”, uma experimentação dos valores de uma dada ação, a mais importante de todas as ações certamente é o renascer para um novo estado de consciência. Ora, para você renascer precisa logicamente de estar morto. Como o renascer a que nos referimos é o conhecimento do mundo sobrenatural, então você não tem que morrer de fato, mas sim sair da materialidade para penetrar no Mundo sutil. Ao atravessar o Portal entre o que é material e o que é sutil, você acaba por se transformar, e esta transformação é o novo estado de consciência em relação aos mistérios da criação.
Nesta caminhada sobrenatural quem viaja é a mente, mas quem padece é o corpo. O ser encarnado toma ciência do destino (Odu) que ele mesmo escolheu e vai buscar as respostas para suas dúvidas e para suas mazelas no conhecimento pleno de si mesmo. A Camarinha é uma viagem ao interior do próprio Eu, pois é nele que se encontra a Centelha Divina.
Vamos agora definir a Camarinha através de rituais e disciplinas. Como já foi dito, ela possui início meio e fim.
O Início representa uma parada, uma encruzilhada para onde convergem todos os caminhos. Uma reflexão. É no Mundo denso, energeticamente negativo, que vamos deixar as vestes virtuais velhas (o invólucro da materialidade), rasgadas (atitudes equivocadas, perdidas, desperdiçadas), despojar-se das vaidades, desejos e sentimentos fúteis e quebrar o ego e enfrentar os medos. Como um Filho Pródigo, abandonamos o “passado terreno” (as conquistas daquilo que é “Irreal”, que não se leva depois da morte), nos limpamos e recomeçamos num mundo novo onde as conquistas são “Reais” (Aquilo que levamos depois da morte).
O Meio é o recomeço, a busca das origens primordiais. A vivência de todas as conquistas espirituais (a reconquista daquilo que é Real, as conquistas espirituais). Dentro da sequência lógica, é a evolução rumo ao nosso kárma original (Causal), a busca da casa do Pai.
O Fim, que na verdade é apenas o fim do ritual, é na verdade o começo da evolução primordial que buscamos por nosso próprio arbítrio. É o re-encontro com o Pai.
No procedimento técnico da Camarinha temos, nas três etapas (Princípio, meio e fim) ensinamentos de ritual, disciplina e práticas ritualísticas. Os ensinamentos ou disciplina de entendimento referem-se ao autoconhecimento e aos esclarecimentos de magia. Os rituais constituem-se de práticas, vivências, aplicação, e a conquista de sentir o mundo sobrenatural (transe anímico). Como o Ritual (procedimento) só se transmite em ambiente propício e oralmente por tradição, em sinal de respeito não ensinaremos aqui nenhum ritual. Ensinar rituais de magia a pessoas não preparadas especificamente para aprender e praticar, é a mesma coisa que colocar uma arma de fogo carregada nas mãos de uma criança inocente. Não que o Ritual seja uma arma. Não é isto que estamos querendo dizer. Estamos apenas tentando demonstrar o quanto é perigoso um conhecimento que pode interferir no arbítrio das pessoas, ser usado por quem não sabe manuseá-lo. Os Rituais são segredos de sacerdócio. Por isto não confunda segredo com mistério. O mistério é para ser descoberto e o segredo é para ser guardado.
Mas, como é nossa obrigação ensinar, diremos apenas no que se refere a rituais, que “querer é poder, e poder é saber querer fazer”. Para bom entendedor, meia palavra basta.
Quanto às Disciplinas a serem ensinadas nas vivências ritualísticas, diremos que cada grau de Camarinha possui o seu “currículo” próprio, adequado e que pode variar de Templo para Templo, dependendo da orientação superior do Guia Chefe.
As Camarinhas são normalmente divididas em graus de aprendizado compatíveis com a evolução da pessoa. Por isto existem Camarinhas de Anjo de Guarda, que serve para todos os iniciantes e assistentes ou membros da coletividade (esta Camarinha representa o Primeiro Sacramento da Umbanda que é o Batismo, embora não seja o Sacramento propriamente dito já que para isto existe um ritual específico); Camarinhas de Harmonização psicossomática (alma e corpo) para todos os membros da comunidade, que servem para harmonizar a vida das pessoas para enfrentar as vivências do dia-a-dia; Camarinhas de Bori de Caboclo para médiuns e também para membros da coletividade que quiserem evoluir mais profundamente nos mistérios da criação, pois esta camarinha é um dos Sete Sacramentos da Umbanda (Equivalente à Crisma dos católicos); Camarinha de Casamento que é um dos Sete Sacramentos, específica para quem quer casa nos rituais da Umbanda; Camarinha de Primeiro Ano de Santo que é mais um Sacramento da Umbanda, equivalente a Confissão dos católicos; as Camarinhas de Segundo, Terceiro, Quarto, Quinto e Sexto anos de Santo são “reforços” sacramentais que permitem a depuração da evolução rumo ao próximo Sacramento, já que efetua o junto de cada Santo que compõe a “Vida Espiritual” e a presente encarnação do médium; a Camarinha de Sétimo Ano de Santo é também conhecida como Camarinha de “Junto” onde o (a) Iaô alcança o grau de Sacerdócio ao receber o Sacramento que é equivalente à Comunhão dos católicos. É a obrigação onde o médium sacerdote recebe o “Deká” ou o Poder de abrir seu próprio Templo; após o “Junto” seguem-se Camarinhas de reforço, vivência, prática real, levantamento e harmonização até os 21 Anos de Santo onde o médium recebe o grau definitivo de SACERDOTE com o título de Babalaô, Babalorixá, Ialaô ou Ialorixá e o Mestrado, que é mais um dos Sete sacramentos da Umbanda, semelhante à Ordenação dos católicos.
Podem existir outros tipos de Camarinhas dependendo do Sacerdote Chefe de um Templo junto com seu Guia Chefe.
Em alguns Templos Umbandistas, o Sacerdote ou a Sacerdotisa costumam seguir os princípios das Camarinhas de formação sacerdotal para os médiuns da casa e, para os assistentes, a Camarinha de Anjo da Guarda.
Segundo os Dirigentes, os ensinamentos prestados fazem parte do “Currículo” dos médiuns que receberam o “Deká” na Camarinha do “Junto”. Entretanto não são proibidos a ninguém. Quem quiser conhecê-los tem toda a liberdade de procurar as fontes corretas de ensino que estão dentro do próprio Templo (Como, por exemplo, as Bibliotecas ou o Centro Cultural dos Templos). Conversando com alguns sacerdotes, para eles é importante que cada um busque o seu desenvolvimento e não fique preso a ninguém ou esperando que caia do céu. Ainda segundo eles, não existe a preocupação de que alguém aprenda algo que está “fora do seu tempo”, porque o tempo de cada um é conquistado pela força de seu próprio Livre Arbítrio. A cultura não faz mal a ninguém. Principalmente a Cultura Umbandista. Os segredos ritualísticos de que esta matéria faz parte são dados somente a quem de direito. Parte destes segredos (e não mistérios) estão embutidos nesta matéria. Quem os conhece observa como é mais fácil desenvolve-los quando se possui a Cultura dos ensinamentos tradicionais que o Tempo lhes lega.

Iroko



Iroko representa o tempo. É a árvore primordial. A primeira dádiva da terra (Oduduwa) aos homens. Existe desde o princípio dos tempos e a tudo assistiu, a tudo resistiu, a tudo resistirá.
Iroko é a essência da vida reprodutiva. Do poder da terra. Alguns mitos dizem que Iroko é o cajado de Oduduwa, a Terra, que através dele ensina aos homens o sentido da vida.
É também a permanência dentro da impermanência e impermanência na permanência.

O ciclo vital, que não muda com o transcorrer da eternidade. A infinita e generosa oferta que a natureza nos faz, desde que saibamos reverenciá-la e louvá-la. É também conhecido, nos candomblés como "Tempo", embora esta seja uma designação própria do rito angola. Diz o mito que no princípio de tudo, a primeira árvore nascida, foi Iroko. Iroko era capaz de muita magia, tanto para o bem quanto para o mal, e se divertia atirando frutos aos pés das pessoas que passavam.

Quando não tinha o que fazer, brincava com as pedras que guardava nos ocos de seu tronco. Um dia, as mulheres de uma aldeia próxima ficaram todas estéreis, por ação das Iyami. Então elas foram a Iroko e pediram fertilidade. Iroko, contudo, exigiu dádivas em troca, pois é preciso abrir espaço para receber dons, como é preciso perder as flores para receber os frutos. As mulheres concordaram e prometeram muitos presentes. Uma delas, contudo, tendo como única riqueza seu filho, prometeu dar a Iroko esta criança.

Quando engravidaram, as mulheres foram a Iroko e fizeram as oferendas. Menos a que prometera a criança, pois ela amava muito o filhinho.

Iroko ficou muito zangado. E aguardou o dia em que a criança brincava ao redor dele e a raptou. Quando a mãe foi buscar a criança, Iroko lembrou a mulher de sua promessa, ameaçando matar o outro filho que lhe dera caso ela retirasse "sua" criança dali.
Então a mulher, desesperada, procurou o babalaô, que jogando os búzios sugeriu que ela mandasse fazer um boneco de madeira com as feições de uma criança, banhasse com determinadas ervas e quando Iroko estivesse dormindo, substituísse a criança pelo boneco. E assim ela fez. Até hoje pode-se ver, nas gameleiras brancas o bebe de Iroko, repousando deitado em seus galhos.

Em sua copa vivem também as Iyami Oshorongá, as ajés (feiticeiras) da floresta.

Oxumarê


Oxumaré ou Oxumarê é a energia das cores, da luz do sol após as chuvas, o arco-íris, e por isso mesmo associado às serpentes, que são muito coloridas e poderosas.

Conta o mito que apesar de tudo que houvera com Obaluaiê, Nanã e Oxalá tiveram outro filho. Este era Oxumarê. Contudo, como novamente eles haviam desobedecido os preceitos de Orunmilá, Oxumarê nasceu sem braços e sem pernas, com a forma da serpente, rastejando pelo terra, e ao mesmo tempo de homem. Mais uma vez decepcionada, Nanã abandonou Oxumarê.

Oxumarê, entretanto, possuía grande capacidade adaptativa e, mesmo sem membros para locomover-se, aprendeu a subir em árvores, a caçar para comer, a colher as batatas doces de que tanto gostava, a nadar e possuía imensa astúcia e inteligência.

Orunmilá, o deus da adivinhação do futuro admirando-se e apiedando-se dele tornou-o um orixá belo, de sete cores de luz, encarregando-o de levar e trazer as águas do céu para o palácio de Xangô. É Oxumarê portanto quem traz as águas da chuva e é a ele que se pede que chova.
Como seu percurso era longo, Oxalá, seu pai, fez com que ele tomasse a forma do arco-íris quando tivesse esta missão a realizar. Com as águas da chuva, Oxumarê traz as riquezas aos homens ou a pobreza. Oxumarê vive com sua irmã Ewá no fim do arco-íris.

Eguns: Culto ao ancestral


Baba Egungun ou Egun ou até mais conhecido como Egum é um ancestre ( relatiavamente é um ou vários membros de nossa família que desencarnaram).


Na Nigéria, o culto a Egungun está relacionado aos ancestrais. O povo Yorubaacredita nesta energia porque entendem que não existiria o presente e o futuro, sem a existência do passado. O culto é um dos mais difundidos em toda a população Yoruba. Na Nigéria são quase 30 milhões de pessoas que cultuam Egungun. Para se ter uma idéia da força desta energia, na Nigéria os três orixás mais cultuados são Exu, Ogun eEgungun.
Egungun é considerado orixá - ele é a única energia que dá ao homem condições de ser venerado depois de sua morte, dependendo do histórico da vida da mesma.
O culto a Egungun é altamente mágico e secreto, por isso os Olojés (pessoas que tem o poder de manipular a energia de Egungun) são respeitadíssimos. Todas as pessoas podem se beneficiar da energia de Egungun para solucionar problemas no amor, trabalho, saúde, espiritualidade, etc.

No Brasil o culto não é difundido como na Nigéria e apesar dos equívocos de alguns pais e mães de santo, na Ilha de Itaparica, existe o culto de Egungun considerado parecido ao da Nigéria. Em Itaparica o culto é totalmente secreto, talvez esse o motivo de não se ter mutilado através dos tempos, da escravidão aos tempos de hoje. O culto é equivocado no Brasil pois muitas pessoas dizem que Egun é energia negativa, e isso não é verdade.

O que falta, talvez para as pessoas do Brasil, seria informações sobre Egungun. O povoYoruba acredita em reencarnação, pois Egungun está interligando vida e morte: assim que uma criança nasce, eles fazem todo um procedimento para saber o destino da criança, manipulam oráculos, ou então pedem a ajuda de babalawo que através de ifá, sabem se a criança é uma encarnação de algum antepassado. Constatando-se o fato, é feito o ritual de ikomojade, onde a criança terá um nome e é apresentada para a comunidade com uma festa.

Este ritual de ikomojade é feito dessa maneira: para o menino só depois de sete dias de vida e a menina após nove dias. O nome é muito importante para os Yoruba.

Se os babalawo, ao consultarem o oráculo, constatam que a criança é uma reencarnação de um antepassado, determinam o nome de babatunde (para meninos) e iyabode (para meninas). Esses nomes são utilizados no caso de reencarnação dos avós. Existem outros nomes que são dados dependendo do que for analisado pelo oráculo, trazendo sorte ao destino da pessoa:

Egun = Babaegun (uma coisa só) = Energia positiva

Oku orun (cidadão do orun) = Energia positiva

Oku (espírito sem procedência) = Energia negativa
VEJA AQUI ALGUNS NOMES DE EGUN, EGUM OU EGUNGUN

BÁBÀ ABICURE

ARÁSOJÚ

ALOJADE

BÁBÀ OJÚIRE

NILEKÉ

BÁBÀ AFERAN

DAN ORÚN

OMIODO

OJUINÃ

ONIRE

BÁBÀ YAO

ONILA

OKIM

NILÁ

ILEKÉ

BÁBÀ XIGUIDI